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POLO CALÇADISTA

Considerado o 4º principal polo de calçados do país, a história de São João Batista com o calçados é recente, mas de muito sucesso. Quem estuda um pouco sobre o polo, percebe logo. Diante do fechamento da USATI, empresa que empregava a maioria das pessoas na cidade na década de 80, um cenário de abandono se transformou num espaço de trabalho em constante transformação.

São João Batista se emancipou de Tijucas em 1958. Nos anos 60, logo após a emancipação, havia cerca de 20 empresas instaladas na cidade. Eram pequenas fábricas “de fundo de quintal” com poucos funcionários e operadas por famílias.

A economia da cidade começou a aquecer há cerca de 35 anos, quando sinais para a formação de uma estrutura para um polo calçadista apareceram. Sinais que faziam com que a produção caseira fosse substituída por empresas mais eficientes e outras indústrias do ramo fossem instaladas na região. Entre os momentos que mais impulsionaram a economia da cidade, o ano de 1986 com a conjuntura do Plano Cruzado é bastante lembrado. Estima-se que nessa época, havia 300 empresas no município, sendo que 50% delas foram instaladas naquele ano.

Em 2001, a cidade conquistou o título, por meio de lei, (12.076, de 27 de dezembro de 2001), de Capital Catarinense do Calçado.

Dados do Sindicato das Indústrias de Calçados de São João Batista apontam que o município conta hoje com São João Batista conta atualmente com 140 empresas e 380 ateliês, que produzem em média 100 mil pares/dia, principalmente de calçados femininos.

O polo emprega diretamente nas linhas de produção mais de 8 mil trabalhadores.